sexta-feira, junho 18, 2010

E nada mais...

Chegue sem avisos! Nada de fogos de artifício, músicas de fundo, apresentações.
Chegue como se "chegar" fosse por sí só seu maior espetáculo, aquele mais esperado, mais desejado, embora sentada na platéia esteja apenas uma pessoa.
Chegue e não olhe pra trás, e se ainda olhar, que seja apenas para ter certeza de que as renúncias que fizestes foram as certas, que tudo valerá a pena.
Chegue sem amarras, sem correntes. Venha da forma que és, na maior das imperfeições, com os maiores dos erros.
Eu quero assim...
Vento nos cabelos, pés descalços e sujos de tanto caminhar, suor escorrendo no rosto e um sorriso contagiante nos lábios.
Eu quero assim...
Felicidade transbordando pelos poros, sonhos e planos na cabeça e um coração descompassado de tanto amor.
Me venha sem aviso prévio, sem mandar email, telegrama, recado debaixo da porta.
Surpreenda-me como ninguém jamais o fez. Abrace-me como nunca antes senti, beije-me como se viver fosse apenas isso e nada mais.

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