sexta-feira, julho 30, 2010

Para mim, pessoas são como textos...


Há quem prefira somente o título, a frase solta, em letras grandes, chamativas, mas não passa de uma linha. Títulos são convidativos, objetivos, as vezes até poéticos, mas que os próprios textos em si porém são sempre fugazes. Algumas pessoas são apenas títulos.

Há quem prefira epígrafe, frases também curtas, em sua maioria colocadas entre aspas por expressarem pensamentos alheios, porém que tem a ver com o conteúdo abordado. Epigrafes encantam, surpreendem, causam impacto ao texto, contudo, são furtos, pensamentos de outrem. Algumas pessoas são epigrafes!

Há quem prefira rodapé, que se contentam com letras miúdas, quase imperceptíveis, que se não estiveram sobre os olhares atentos, passam batidas. Muitos até dispensam os rodapés, por os acharem sem a menor importância, porém essas miudezas escondidas no final das páginas geralmente trazem explicações importantíssimas. Algumas pessoas são como rodapés.

Contudo, há quem ( Eu me encaixo nesse caso) prefira o texto inteiro: Título, epígrafe, desenvolvimento e rodapé! São mais difíceis de serem entendidos no seu todo. Levam mais tempo, requerem reflexão, calma e tranquilidade. Mas nada paga o gostinho de o ter "devorado" em sua totalidade, até que se chegue em seu ponto final.

Ponto final?

AH! Já ia esquecendo: Eu prefiro acabar com as reticências...

segunda-feira, julho 26, 2010

Profile...


Sou contrafluxo, contramão, ritmo, rima e emoção. Sou instinto, impulso e razão. Sou letras, linhas e lastros. Sou exagerada verborrágica, silenciosa, ás vezes apaixonada e delirante. Sou ouvidos e boca, tenho olhos pequenos, porém abertos. Sou inquietude, quietude, solidão e multidão. Saiu da história só pela história, e tenho dúvidas se eu a escolhi ou se fui escolhida por ela. Sou chuva, terra molhada, cadeira na calçada, vento no rosto... Sou outras, sou várias!
Meu sorriso não depende do seu, minhas idéias não seguem as correntezas, minhas palavras não são doces sempre. Não sou "Pirua", sou pipoca!!

terça-feira, julho 20, 2010

Feliz dia do amigo!!

-Sabe, estive pensando aqui com meus botões: Nós somos milionárias mesmo...
-Hã? Oo
-Temos o tesouro mais invejável por todos...
-É? Qual?
-Temos amigos verdadeiros!
-É verdade...
-E o melhor de tudo... Faltam dedos pra contar!
-Pois é! Incrível!
-Pense comigo: O dinheiro seria capaz de comprar as conversas gostosas? O dinheiro seria capaz de comprar as comédias? O dinheiro seria capaz de comprar as palhaçadas? Ou mesmo a saudade que sentimos quando não estão conosco? Teria dinheiro suficiente para comprar um abraço gostoso? Ou ataques de ciúmes? Imagina aí comprar com dinheiro as gargalhadas em um pacote só? Ou o equilíbrio desequilibrado? E a criatividade? E a doçura?
-Puts! Tem razão... Somos ricas!

Isso não cabe em palavras, nem em fotos, só no coração!

sexta-feira, julho 16, 2010

Vida..

Tem dias que você realmente está cansada da vida...
As coisas parecem andar em câmera lenta...
Os planos parecem ter sido escritos a lápis invisível.
Mas então, você se dá conta que ser feliz mesmo é aproveitar cada lentidão dessas...viver casa segundinho!
Como as borboletas que ainda crisálias, esperam com calma o momento de ver seu casúlo se abrir!

Tenho ância de vôo e sei que vou chegar!

quarta-feira, julho 14, 2010

Um dia...

Aprendi que a vida apesar de ser bruta, é meio mágica.
Dá sempre pra tirar um coelho da cartola, e lá vou eu nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos.
Sem me preocupar se a próxima etapa será um tombo ou voo.
Tento subir...
Mas caio, arranho os pulsos, sai sangue, dói muito.
Sempre tento subir, sempre caio outra vez.
Mas sei que um dia eu consigo!

quarta-feira, julho 07, 2010

Chaplin é Chaplin!!

"Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo.
Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades efêmeras não valem a pena, quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze.
Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível.
Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam nos dedos.
Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar para o resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela.
Não tem esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos."

Charles Chaplin

domingo, julho 04, 2010

Eu te ensino a fazer rênda, que mais posso te ensinar...

Pego linha e agulha... Costuro meus remendos.
Me (re)faço a cada dia, como se cada dia tivesse a sua novidade em mim.
E talvez tenha!
Sou uma colcha de momentos vividos, costurada com retalhos de uma vida de altos e baixos, quedas e saltos, de lágrimas e risos...
Pego linha de agulha e me (re)faço... E não me canso de (re)fazer.
Pelas minhas mãos dou-me forma... Pelas outras mãos ganho formas.
Mútliplas, infinitas, inumeráveis formas que não param de se formar, que se (de)formam, que se (trans)formam a cada toque sentido.
Pego linha e agulha e me construo.
Essa obra inacabada que me tornei, é parte do que sou.
Meu próprio ser que surge em gestos, risos e vozes, para tornar visível o que a muitos é invisível.
Para mostrar que sou mais, bem mais!
Que sou EU do deitar ao levantar...
Pego linha e agulha... Sou aprendiz de mim!
Eu já não sou mais a mesma.
Sou melhor que ontem, e sinto que amanhã serei bem mais do que hoje.
E continuo aprendendo...

quinta-feira, julho 01, 2010

Curativo

Prefiro mil vezes ser a ferida, que deixa a cicatriz, do que ser a tentativa de um curativo na vida de alguém!
É difícil engolir essa verdade?
Certamente!
Contudo, tentar ser curativo muitas vezes é bem mais frustante.
Não tenho vocação para band- aind.
Me recuso a ser o que a outra não foi.
Me recuso fazer o que ela não fez.
Me recuso a repetir o que de bom ela deixou.
Me recuso a ser comparada, analisada, igualada!
Me recuso a não poder amar na minha particularidade, do meu jeito, a minha maneira.
Prefiro pecar por causar eventualmente (ou involuntariamente, diga-se de passagem...)
uma cicatriz, a ter que me contentar com a função sem graça de um curativo!