sábado, janeiro 29, 2011

Um tesouro perdido que não pode ser resgatado..


Eu acho que quando se pensa positivo se pode sim, conseguir o que se quer, mas pensar só que vai dar certo e que vai passar não vai adiantar muito.
Você tem que levantar do seu sofá, enxugar as lágrimas, colocar um sorriso no rosto.
Faça algo diferente, olhar o céu, olhar pra quem esta do seu lado sempre ou pra quem aparece justamente na hora que você precisa, porque ficar parado?
O tempo passa sim, e os segundos fazem os anos, como momentos são importantes, pergunte ao milênio como é importante uma centena, e a um aluno reprovado como é valioso um ano de sua vida, a um pescador da Noruega que passa 5 meses no mar longe da família como é importante uma almoço em família, e aos seus pais como foi importante aquela primeira semana de sua vida, e as 24 horas de vida de uma libélula ela tem apenas um dia para conhecer o mundo e deixá-lo, e pra um corredor quanto vale um segundo e para um nadador que perdeu o título mais importante por um milésimo de segundo?


O tempo é um bem precioso e é um tesouro que quando perdido, não pode ser resgatado.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Partir. Excluir. Deletar.


Ele sempre vai embora pra descobrir quem ele é, ou para lembrar que ele é o mesmo de sempre que não sabe quem é, ele sempre vai embora antes da gente ser alguma coisa juntos.
Vivo com essa sensação de abandono, de falta, de pouco, de metade. Mas nada disso é novidade.
Antes dele, teve o outro, o outro que continua indo embora para sempre porque nunca foi embora pra sempre. Eu não sei deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar.
São as pessoas que resolvem me deixar, melhor assim, adoro não ser responsável por absolutamente nada, odeio o peso que uma despedida eterna causa em mim. Nada é eterno, não quero brincar de Deus.
O outro foi embora a primeira vez porque estava bêbado demais, foi embora a segunda porque ficou tarde, foi embora a terceira porque teve medo de ficar pra sempre, foi embora durante alguns longos anos porque todo o resto do mundo precisava dele e eu era apenas uma das demandas.
Ele me chamou de demanda a última vez que foi embora pra sempre, mas pra sempre pode durar duas horas, dois anos ou duas encarnações.
A gente sempre se despede lembrando da música do Chico que diz “o amor não tem pressa, ele sabe esperar em silêncio”.
Antes dele teve ainda um outro que sempre ia embora na espera de que existisse algo melhor do que eu, mas não ia definitivamente porque não é todo dia que aparece alguém melhor do que eu.
Um dia apareceu, ele até que é bonito e tal, não parece tão confuso e intenso e talvez mediocridade seja tudo de que uma pessoa precise para ser feliz.
Mas a última vez que ele foi embora, antes me deu um abraço de quem nunca saiu do mesmo lugar.
O abraço e o seu olhar de quem nunca sabe direito porque vai embora ficaram pra sempre comigo.
Hoje meu novo amigo foi embora, não pra sempre, mas um segundo pode ser pra sempre se pensarmos grandiosamente, e ele me dá vontade de pensar grandiosamente.
Fazia tempo que alguém não ficava tão calado enquanto eu apenas existo, fazia tempo que alguém não ficava tão perdido só porque me encontrou, fazia tempo que eu não me olhava no espelho e sorria, sabendo que sim, sim, sim, sou bonita ora bolas! Sou interessante! Da onde eu tinha tirado o contrário nos últimos meses?Todo mundo chega na sua vida.
Em algum momento, em vários deles ou definitivamente, as pessoas sempre chegam.
Talvez essa seja a melhor coisa do mundo.Como naquele texto que não lembro, daquela pessoa que não lembro, e sobre o qual você me contou de um jeito que eu nunca mais vou esquecer, no final a gente acaba mesmo numa esquina qualquer, lembrando de alguém que um dia chegou e depois foi embora, perplexo.





Preciso me conhecer melhor, ter intimidade comigo para aprender a não aceitar determinadas coisas, quero poder ser feliz comigo mesma.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Te amando e te odiando.


O tempo não cura nada. Apenas ajuda a colocar o resto da sujeira embaixo do tapete. Mas do que isso adianta? A sujeira continuará lá de qualquer forma. Posso esquecê-la por uns dias, semanas, mas vou querer mudar os cômodos da casa outra vez, e adivinha? Lá vai estar ela. Isso corrói o restinho de vermelho que ainda pintava o meu coração [...] Eu não consigo fingir sempre. Às vezes eu deixo escapar um pouco de infelicidade, impaciência, de solidão. Mas você faz questão de mostrar que ainda existe. Que ainda sabe sorrir, e não precisa de mim para isso. A vida tem dessas coisas, sabe como é? O prêmio de quem aposta baixo, é igualmente baixo. Às vezes eu ainda acordo tentando sentir raiva de mim por pensar em você, procurar seu cheiro pelos cantos da casa, lembrar daqueles lapsos de felicidade que pareciam eternos e que geram, acima de tudo, saudade. As juras de amor que eram mentiras, as promessas que nunca vingaram.
De como sofri pelos seus erros, e de como até hoje sofro, pela sua ausência. E o pior, por mais que você tenha pisado em todos os sentimentos que te dei, você não conseguiu acabar com tudo, e isso corrói o restinho de vermelho que ainda pinta o meu coração todos os dias. É íncrivel, mas, eu acreditava no que você dizia, mesmo fazendo sempre o oposto... Eu nunca entendi o porque daquelas palavras, e nem todas as explicações do mundo seriam o bastante. Sensações como as que eu senti, não se descrevem, se escondem.
Tenho certeza que hoje, não duraríamos nem um dia, mesmo que meu coração não precise de tudo isso. Não posso me culpar de nada. Não mesmo. Ninguém entra num jogo acreditando que irá perder. Não faz sentindo. Então pelo menos por enquanto, eu ficarei na arquibancada. Talvez eu aprenda que não é preciso se doar tanto, e ai estarei pronta pra jogar. Mas por enquanto, isso não é um adeus, nem um até logo. É apenas um: Eu continuarei aqui para sempre. Te amando e te odiando.




Te disseram que opostos se atraem, mas nunca te disseram que opostos dão certo.

sábado, janeiro 01, 2011

Sou assim.


Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega. Tenho um jeito de viver selvagem, mas sou mansa com quem merecer.
Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela.
Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há.
E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?
Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto.
Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim.
E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou.
Meio animal, meio gente. Desconfiada. E independente. E adoradora de todos os luxos e lixos do mundo.




Só olhar, sentir, ouvir a voz, faz tudo ficar mais feliz.
Algumas pessoas simplesmente valem a pena.