sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Qual é o ponto?


Qual é o ponto em que se deve parar?
É exatamente o que tenho me perguntado todos os dias.
Às vezes tenho a leve impressão de que a vida nada mais é do que um rio com destino certo que te leva para onde ela quer que você vá.
Que vai te empurrando sem se importar com os seus desejos, suas vontades...
Estou aqui parada e não tenho certeza se é aqui que eu gostaria de estar, se depois de toda essa luta é aqui que eu deveria estar.
Mas eu aceito. Sim, aceito. Uma das lições que a dor te proporciona é exatamente essa: aceitação.
Você passa aceitar pelo simples fato de que ir contra os fatos causa mais dor.
Tudo dentro de mim tem sede de vida, cada parte do meu corpo que dói e pede socorro esta pronta para recomeçar e eu não caibo mais dentro mim.
Meus olhos cansados de procurar beleza aonde não têm ficam vidrados com a possibilidade de brilhar novamente, sentada na varanda da minha casa crio mil formas de vencer os meus medos, desafio todos os gigantes com um só sorriso e venço.
O mais engraçado é que em todos os meus sonhos mais profundos eu venço, dá para acreditar?
Será que eu ainda acredito em finais felizes? Será que o meu intimo ainda espera que a palavra ‘sempre’ exista? Não sei. Tudo que eu sei é que eu ando tão só, tão perdida.
Tudo que eu sei é que são várias as noites que me jogo em minha cama e tento chorar. Obviamente não consigo, então grito ou começo a gemer baixinho, um gemido de dor que me assusta e é exatamente em momentos como esse que eu lembro da mesma pessoa. Mas eu sei que no outro dia o sol vai nascer e um novo dia vai me convidar para fechar os olhos e acreditar no final feliz e assim tenho levado a minha vida. Você deve estar se perguntando se não é triste ser assim tão sozinha e desacreditada e eu te respondo: a gente se acostuma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário