sábado, outubro 29, 2011

Desabafo.



A verdade é que as pessoas nunca estão satisfeitas com quase nada que faço. Acham que eu devo agradá-las a todo momento, acham que só o que eu faço é errado, acham que tudo de bom que acontece na minha vida é graças à elas. Sabe, prefiro ignorar esse padrão de ‘ser perfeitinha’ a todo e qualquer momento. Gosta de mim? Beleza, fico grato por isso. Não gosta? Entra na fila, e fique sabendo: ela é grande. Me ame ou me odeie, ambos estão ao meu favor. Pare definitivamente de achar que eu nasci pra seguir regras, padrões e tudo mais. Sou livre pra fazer o que bem entender, e não preciso que as pessoas acreditem na minha inocência para ter certeza de certas coisas. Se nada der certo, tudo bem, a vida continua, mas com um “Foda-se” bem alto saindo da minha boca.



Sentimentos, não são roupas, que você pode simplesmente trocar.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Difícil.



Acho que eu sou a prova viva de que: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Me apego extremamente a algumas (poucas) pessoas e não tenho a habilidade de perceber quando elas já não se responsabilizam mais por mim. O problema é que a vida afasta as pessoas, e eu continuo sentindo por elas o mesmo bem-querer de sempre, sem perceber que pra elas eu já me tornei apenas mais uma...

Ainda não aprendi a lidar com isso.

terça-feira, outubro 04, 2011

Sem porquês.



Quer me magoar? Diga que não sabe, adie, esqueça, diga que não tem certeza. Eu descobri: palavra para mim é coisa séria. Não que eu seja santa e imaculada, não que você seja sujo e imprestável. Mas procuro pensar bem antes de machucar. Prefiro ter conversas sérias olhando no olho. Prefiro entender que se algo é importante para você, vamos resolver, vamos falar sobre isso. As coisas não se resolvem pegando só o lado bom. A vida não é uma garrafa de Coca-Cola (“viva o lado bom da vida”). A vida, muitas vezes, é uma garrafa de uísque, e bem "xexelento". Tem gente que confunde as coisas. Não sou uma boneca, a gente não vai brincar o tempo inteiro, não posso ir para o quartinho de brinquedos, não pode me guardar no armário, não dá para me colocar na estante e pegar quando bem quiser. Eu também confundo as coisas. Ninguém sente igual a mim, ninguém gosta de tudo muito claro e transparente, às vezes as pessoas só querem viver. Sem porquês. E eu penso: por que questiono tanto? Não seria mais fácil ficar quieta e nadar de acordo com as ondas? Pode ser. Mas não consigo prender a respiração por muito tempo.