segunda-feira, outubro 29, 2012

Pra cortar os pulsos.

 
Hoje eu quis beijá-lo mais do que nunca. Olhar em seus olhos, e dizer o quanto eu gosto dele. Como se nascesse ali um amor absoluto pelo pessoa que eu vi. Hoje eu quis abraçá-lo e encostar meu corpo no dele e dizer-lhe palavras sinceras. Hoje eu quis fazê-lo sentir-se amado (porque aqueles olhos irresistivelmente carentes me dizem que talvez ele jamais tenha sido de verdade). Hoje eu quis que ele nunca mais saísse do meu lado e quis que minha vida se conectasse à dele, quis saber tudo o que eu ainda não sei e quis saber mais e por mais tempo, quis fazer mais e mais parte. Coisas a se transformar para desaparecer e eu pensando em ficar a vida a te transcorrer…
Eu mostro a ele um relicário com todos os melhores tesouros singelos que eu consegui reunir. Poderia lhe entregar meu coração, alma vida e até minha atenção. Mas ele olha de longe, quando olha. Tem medo de descobri-lo, e eu vou ficando sem forças para segurar o relicário e triste de sentir que não terei disposição de tentar fazê-lo por mais tempo.
Hoje eu quis dizer para ele: “Você pensa que é fácil?”
Eu acho que ele sabe que não é. Mas tem um jeito atordoante de convencer a si mesmo (como se quisesse convencer a mim) de que talvez possa ser. E eu morrendo devagar, em silêncio, pelo caminho, entre uma esquina e outra. Se você achar meu coração perdido pela cidade, devolva-me.

segunda-feira, outubro 08, 2012

Um detalhe.



De todos o males da vida, tenho medo de apenas um: o de apaixonar.
De querer e não ser querida. De chorar e não ter quem enxugue minhas lágrimas. O mal de não ser correspondida me apavora. De ser única em algo que eu realmente não quero ser sozinha.Tenho pavor de gostar de quem não me gosta. Mas o pior de tudo neste meu enorme medo, é que mesmo sentindo medo, ainda assim sofro dessa calamidade...E mesmo que sofrendo sou feliz.
Pois sendo dependente dele como sei que sou. Sei que ainda posso sentir e ainda é real.

terça-feira, outubro 02, 2012

O mais alto.

 
 
Não entendo como alguém pode passar uma vida inteira apenas se adaptando, num esforço inútil de ser feliz só com o que pode ter. Me desculpe, mas quero o infinito, quero ir o mais alto possível. E se assim não puder ser, quero sentir o gosto da dor que me pertence. Me recuso a aceitar as coisas como os outros acham que são, odeio a palavra paciência e minhas necessidades são todas urgentes. É sim. Faço tempestades em copos d'água, minhas bolas de neve sempre viram avalanches e fico muda quando o que penso é maior do que entendo...
afinal, o mundo que percebemos é do tamanho daquilo que procuramos entender.