domingo, fevereiro 17, 2013

Sobre outras vidas.

 
 
Hoje eu acordei querendo ser outra pessoa. Como assim outra pessoa? Há outra pessoa dentro de mim, outro eu que quer mostrar ao mundo um lado que ninguém vê, contar uma história que ninguém viveu, apenas eu. Falar de lugares e flores que só existem nos meus contos ou sonhos, tão divertidos e sem compromisso. De cores que eu inventei e cheiros que estão pela casa e ninguém mais sente, quero explicar o que sinto ao ouvir aquela música que todos esqueceram, dizer sobre saudade, nostalgia e rir sem motivo. Rir das besteiras da vida e sorrir ao ver uma borboleta no meu quintal ou uma formiga carregando uma folha, como é perfeita a natureza!
Por que é tão difícil ser eu mesma? Pra que tantas máscaras? Sem falar nessa superficialidade... Viver em desacordo com o que a sociedade impõe, sem medos, sem traumas, com desapegos e apegos infinitos, amores, viver de amor, abraços, beijos e saudades sussurradas ao pé do ouvido debaixo de uma árvore em uma tarde fria de outono.
Caminhos diferentes, pessoas, multidões, só a dois, solidão. Sorrir, dançar, cantar na chuva, ir ao circo, ser clichê e ser feliz. Então descobri que hoje não acordei com vontade de ser outra pessoa, hoje acordei com vontade de ser apenas eu. E mais nada.

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Dias melhores.



Não sei o que está acontecendo. Estou desmoronando e não tenho onde me apoiar. Vejo que o mundo dá voltas, e mais voltas. Não sei onde tudo isso vai parar, não sei como as coisas serão daqui pra frente. Não consigo me concentrar em nada, minha mente se fechou. Meus olhos já não conseguem mais conter as lágrimas, minhas palavras já não soam tão firmes quanto antigamente. Me exclui do mundo, me privei de tudo aquilo que me fazia bem. Agora, já não sei mais quem sou, não sei o que ainda faço lá fora. Não sei mais o que sinto, não sei de que grupo faço parte, talvez eu não faça parte de mais nada. Não sei no que me tornei, fechada, quieta, sempre no meu canto. Afastando todos, me excluindo sempre mais. Não sei o que me tornei. Talvez eu realmente precisasse de uma mudança radical para ver o que realmente importava para mim, e para ver para quem eu sou importante. Percebi como fui facilmente substituída, como foi fácil me esquecer. Tentei inúmeras vezes voltar, tentei uma reaproximação, tentei de tudo. Mas não há nada que possa ser feito, não há mais nada que poderá trazer novamente os velhos tempos, as velhas amizades, as velhas conversas e as velhas preocupações. Já deu a hora, está na hora de encarar essas mudanças que a vida propôs. Chegou o tempo de sair um pouco do quarto e “dar a cara a tapa”. Está na hora de crescer e encarar novos desafios, realizar os sonhos e experimentar vontades. Chega de se lamentar por algo que já passou, chega de se importar com quem te esqueceu. A vida está aí para quem sabe aproveitá-la. Não vou me importar com o que as pessoas pensam, só quero um pouco de felicidade. Quero apenas dias mais alegres, e bonitos…


# "Lutem, e lutem novamente, até cordeiros virarem leões."
(Hobin Hood)

sábado, fevereiro 02, 2013

Um carinho faz bem.



Estou precisando de conforto. Desse tipo de conforto em que alguém te pega no colo e te faz um cafuné, abafando todos os enigmas do mundo. Estou precisando de afeto, mas não afeto fingido, camuflado, afeto que aqueça o coração enquanto eu tento conter dores aguçadas demais. Estou precisando de respostas, de encontros, de palavras, de flores... Esquece, esquece, não vou reclamar de barriga cheia, mas eu ando precisando de tanta coisa boa ultimamente, desse tipo de coisa que quase ninguém sabe dar, doar...