segunda-feira, junho 17, 2013

Ausência.





 
Sou sentimental ao extremo. Me apaixono fácil, me apego rápido demais. E tenho uma capacidade tremenda de deixar de gostar de alguém de uma hora pra outra. Sou irônica e de vez em quando, sei exatamente o que fazer pra modificar o que está errado na minha vida, mas seguidamente me sinto parada, estática, no mesmo lugar, sem saber pra onde ir. Faço escolhas erradas e apostas certas. Sou chorona. Choro de dor, de amor, em filmes, ouvindo uma música.
Afinal quantas facadas são necessárias para acabar com o coração em alguém? Até quando um coração suporta ser esmagado? Quantas vezes ainda terei de chorar lágrimas de sangue? Meu peito não aceita mais perdão. Ele congelou. A minha alma já cansou de morrer e agora estou sem forças para voltar a viver. Essa realidade me corta. As pessoas me ferem. Homens e mulheres armados com flechas preparados para atirarem dores e tristezas em mim. Deixando em minha vida apenas cicatrizes. Meu ego chora. Minha mente grita. As vozes me atormentam. Perdi o meu lugar no mundo, o rumo e a direção. Essas facadas tocam fundo na minha alma e tornam-na esfacelada. Eu estou morrendo, perdendo o brilho, não há lugar para mais uma dor residir dentro de mim. Cansei! Não aguento mais tamanha tristeza. Minha alma foi vandalizada e nunca mais irá se reconstruir.
 
#Quase sempre me bate aquela vontade de te mandar uma mensagem dizendo o quanto você me faz falta. Mas depois desisto, porque sei que irá me ignorar, igual tantas outras vezes. Então prefiro sofrer com a sua ausência do que com o seu desprezo.

terça-feira, junho 11, 2013

Motivos.




E eu chorei, chorei sim. Chorei por não aguentar todas as coisas caladas, e continuar sorrindo, chorei por não suportar essa rotina tediante, chorei por não conseguir mais me manter forte, chorei de saudade, tristeza, raiva, culpa, chorei por não ter alguém pra cuidar de mim, chorei por precisar de alguém. Chorei por ser tola, por ser fraca. Nunca me encontrei em tal situação, sempre tive uma ”barreira” que me impedira de ser atingida por qualquer sentimento, sempre me privei de tudo que pudesse me afetar de alguma forma, mas… Mas a barreira desabou, me massacrando e me deixando pior do que estaria se tivesse encarado, todos os sentimentos um por um. Talvez comecei errado ao enfrentar as coisas sozinha, mas e a insegurança? Confiar em alguém errado, me apegar a alguém que logo após de me conhecer iria me deixar, e todos os meus medos como iria enfrentar se tivesse algo, ou melhor alguém pra me fazer fraquejar? É, eu escolhi isso pra mim, de certa forma me acostumei a não ter alguém, e me conformei a encarar as coisas sozinha, os meus dramas, os meus medos as minhas inseguranças, mas e agora? É assim? Ficarei dessa forma? Me machucando, me torturando fisicamente e psicologicamente? Eu acho que não, eu só preciso de um motivo que possa me fazer continuar, algo que me faça acreditar que o amanhã será melhor, que eu ainda tenho forças, e quando que quando elas acabarem eu vou poder te-lo ao meu lado pra me manter de pé, eu acho que já passou de ser ”algo” eu acho que na verdade eu preciso de alguém, um alguém em que eu possa confiar, alguém que eu possa abraçar, alguém… alguém que eu possa amar sem medo, alguém que vai precisar de mim como vou precisar. Eu acho que todos precisamos, acho que o resultado das noites mal dormidas com o travesseiro molhado, são resultado de excessos de sofrimentos e falta de amor.
 
 
"Você tem duas opções: Ou vive por si mesmo, ou muda pelos outros; felicidade é questão de escolher caminhos, e não multidões. Viver pelo que você faz é a essência do que você escolhe, caminhar pela opinião dos outros é a mesma coisa de gostar de pássaros mas preferir o som da flauta. Seja o que você quer, escolha o que permita ser. A escolha é sua."

segunda-feira, junho 03, 2013

Sozinha.


 
O copo vazio, o corpo cheio, o coração indeciso, a coragem, o devaneio. A descoberta parada, a saudade calada, a esperança cansada e a vontade de ser amada. O medo de perder, a angustia de esquecer, a incoerência de não ver, a desventura de não ter. Os beijos roubados, os abraços dados, corações apertados, delírios evaporados. Os gritos roucos, os desejos loucos, a verdade de poucos e a mentira de outros. O copo encheu-se, o corpo perdeu-se, o medo esqueceu-se e a mentira abandonou-se. Caindo, caindo, caindo… Deixando-me pouco a pouco, matando-me muito a muito. Esquece-me, porque de mim já não lembro mais.
"Cinzentos"