domingo, setembro 28, 2014

Um mistério.




A gente nunca sabe quando tudo vai mudar ou até mesmo se um dia vai mudar. A gente nunca sabe se o "pra sempre" um dia se tornará "nunca mais". A gente nunca sabe se vai viver até o final do dia, e se viver, a gente também não sabe o que vai ser de nós no amanhã. A gente nunca sabe, mas talvez não seja para sabermos. Ouvi dizer que as pessoas que se lançam à descoberta desses mistérios costumam ter dois finais na vida: ou ficam loucas, ou viram poetas. O que, se formos colocar numa balança, acaba sendo a mesma coisa.


"O pior desafio é tentar esquecer aquilo que já te fez feliz."

quarta-feira, setembro 03, 2014

A moeda.



Acho que lá no fundo, bem lá no fundo mesmo, toda mulher sonha com isso sabe? Com aquele cara que será diferente dos outros e que um dia chegará para não mais partir. Pois bem, certa vez achei que tinha acontecido comigo, e a certeza foi tamanha, que tenho tido problemas para me reencontrar. Talvez você ache bobo o que vou dizer aqui, mas às vezes sinto como se antes de nascer cada uma de nós recebêssemos uma moeda de ouro e a missão dessa vida seria então escolher uma fonte certa onde arremessá-la. E olha que eu sempre guardei minha moeda com muito zelo, treinei a mira e calculei o vento, esperei a hora certa de jogá-la e mesmo assim, quando decidi arremessar saiu tudo errado. Na verdade ainda não sei se errei de fonte ou se foi no arremesso, mas o fato é que depois disso tem sido difícil recomeçar. Tudo porque quando se erra uma vez e esse erro deixa uma marca profunda, então você não se permite acreditar novamente. Desde então tenho achado as fontes por aí sem graça. Às vezes o formato chama atenção mas a água é suja. Outras vezes passo direto sem nem mesmo reparar. Quase sempre me pego pensando na minha moeda, naquela fonte, no meu arremesso, no que poderia ter feito diferente. Tolice minha. Moeda lançada não volta atrás. Vez ou outra o pessimismo me deixa respirar e acho que lá no fundo, bem lá no fundo mesmo, toda mulher tem uma força que às vezes desconhece. Por isso  vez em quando uma fagulha de esperança queima aqui dentro. Esperança da moeda arremessada ter sido de bronze, de um dia estar mexendo numa bolsa antiga e encontrar minha moeda dourada perdida lá no fundo, ou quem sabe uma hora andando distraída eu tropece e caia, de roupa e tudo, de corpo inteiro, com  a bolsa e todas as moedas, dentro da tal fonte. Talvez assim as coisas possam dar certo. Essa sou eu tentando acreditar de novo. Pra dizer a verdade, talvez eu nem saiba o que realmente faz uma fonte ser melhor que a outra ou uma moeda valer mais. O que sei é que ainda me dói aquela moeda que perdi. A dor do rigor de uma Lei que eu mesmo criei. Vejam só vocês que bobagem. Como se na vida cada um de nós só tivesse uma chance de ser feliz.


"Gosto de observar os detalhes que ninguém mais vê."